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PrEP e PEP– Dois termos conhecidos, mas ainda, infelizmente, cercados por muito preconceito e desinformação. O protocolo do Ministério da Saúde, utilizado por Infectologistas, preceitua que a Profilaxia Pré-exposição, PrEP, consiste no uso correto de antirretrovirais (ARV) com intento de minimizar riscos de adquirir o HIV.

Desse modo, o acesso à saúde, bem como o acesso a boa informação devem ser amplificados, diversos e abrangentes. Nessa direção, ainda temos um longo caminho a ser trilhado, pois ainda há muita gente exposta e em situações de suscetibilidade, que desconhecem o uso da prEP ou não encontram o aparato necessário nas redes para executar tal ato.

Nesse sentido, faz-se imprescindível o incentivo à prevenção, boa informação e políticas sociais eficientes, para que as redes de saúde acolham integralmente esses grupos, garantindo a plenitude de seus direitos.

Prevenção

De acordo com o Protocolo do Ministério da Saúde, existe a prevalência de HIV em alguns grupos específicos, são eles: Mulheres profissionais do sexo, gays e outros HSH (Homens que fazem sexo com homens), pessoas que usam drogas e pessoas trans. Nesse sentido, o cenário preceituado sinaliza que faltam políticas públicas proficientes direcionadas para esses grupos minoritários.

Assim, a PrEP é a combinação de dois medicamentos (tenofovir + entricitabina) que bloqueiam alguns “caminhos” que o HIV usa para infectar seu organismo. Se você tomar PrEP diariamente, a medicação pode impedir que o HIV se estabeleça e se prolifere pelo seu corpo.

Já a PEP (Profilaxia pós exposição) é conhecida como Medida de Urgência e está inserida no acoplado de estratégias da Prevenção Combinada. Nesse sentido, deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, tais como:

Violência sexual; Relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha); Acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico).

Desse modo, por se tratar de uma medida de urgência, o tratamento não pode ser postergado. Assim, deve ser iniciado o mais rápido possível – preferencialmente nas primeiras duas horas após a exposição e no máximo em até 72 horas. A duração da PEP é de 28 dias e a pessoa deve ser acompanhada minuciosamente pela equipe de saúde.

Dúvidas sobre o tema

Apesar de o exposto parecer simples, existem muitas dúvidas e desinformação pairando no ar. Muita gente pensa que a prEP e a PEP podem ser usadas por qualquer pessoa. Não!

Conforme a Infectologista, Dr Suzanne Pereira, CRM SC- 81777, a medida está disponível para segmentos com maior suscetibilidade de acometimento do HIV. – Pessoas trans, Gays, Homens que fazem sexo com homens (HSH), profissionais do sexo, usuários de drogas e casais sorodiscordantes (parceria na qual um indivíduo é infectado pelo HIV e o outro não).

Muita gente confia piamente nesse método. É possível se sentir seguro com o uso desses antirretrovirais? Sim, verdade, a confiabilidade da PREP já foi provada com estudos embasados. Assim, no estudo IPrEX, que analisou a ingestão em HSH (homens que fazem sexo com homens) e pessoas trans, sinalizou que houve uma redução de 44% no risco de aquisição do HIV.

Contudo, a especialista Suzanne atenta que a segurança da prEP e da PEP não é 100% , ou seja, confiar piamente pode não ser uma boa ideia, mesmo a proficiência tendo sido provada.

Há quem pense que após o uso da prEP a camisinha torna-se dispensável. Erro crasso! A especialista alerta que o uso de preservativos é incontestavelmente indispensável.

A PEP foi popularizada como uma medida apenas eficaz para prevenção do HIV. Mentira. O Ministério da Saúde informa que hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) também podem ser prevenidas com o uso.

Bruno Oliver – Redator Chefe

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