-PUBLICIDADE-

Entidades LGBTs, comemoram decisão “histórica”, que há muito tempo vinha sendo aguardada e é sem dúvida, uma grande conquista para a comunidade transexual. Foi anunciado nesta segunda-feira (18), pela Organização Mundial de Saúde, a retirada da transexualidade da lista de doenças mentais da agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

Depois de 11 anos de trabalho, a OMS decidiu que a transexualidade, que é uma desordem de identidade de gênero, seja retirada da lista de “distúrbios mentais”, algo que há anos vinha sendo motivo de reclamação da comunidade LGBT, e passe para a categoria de “condições relacionadas à saúde sexual”.

Assim como aconteceu com a homossexualidade na década de 90, agora a  transexualidade passa a integrar a categoria de condições relacionadas à saúde sexual, garantindo assim, o direito à assistência médica.

Se mantendo dentro dessa classificação, é uma forma de facilitar quem deseje passar pelo processo de transição, fazendo com que a hormonização, assistência psicológica ou até mesmo a necessidade de possíveis cirurgias, sejam disponibilizadas.

Vale lembrar que em 1973, a homossexualidade ainda era considerada doença e somente à partir de 1990, houve o avanço nos direitos dos homossexuais, fazendo com essa orientação sexual, fosse mais aceita e encarada com naturalidade. Assim, os supostos tratamentos de “cura”, vulgo tortura, passaram a ser proibidos pela classe de médicos e psicólogos, uma vez que a questão não era mais caracterizada como doença.

Essa foi a primeira vitória da comunidade LGBT, que aconteceu em 17 de maio de 1990, fazendo com que essa data se tornasse o “Dia Internacional de Luta Contra Homofobia”, sendo lembrada e comemorada todos os anos pelos LGBTs.

Texto Marcus V. Xavier – Redator chefe

Diz aí, o que achou?

-PUBLICIDADE-