Bitch, she´s Madonna! Com uma carreira extensa e consolidada, Madonna que completa 60 anos, neste dia 16 de Agosto, é sem dúvida, uma grande influência na cultura pop tanto nas músicas, como nos videoclipes, difícil de ser repetida.
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Desde que estreou sua carreira em 1983, até hoje em 2018, Madonna continua criando tendência, sendo provocativa, ousada, engajada politicamente, e principalmente servindo como ícone para novos artistas e de referência para divas como Britney Spears, Lady Gaga, M.I.A e Nicki Minaj.

Nessas seis décadas de existência, muito antes das divas pop da atualidade, Madonna já questionava tabús como gênero, feminismo, gays e os direitos LGBTs em uma época em que a problematização e o empoderamento estavam muito longe de serem tendência ou gerarem likes em redes sociais.

Pioneira e corajosa, a expressão de sua sexualidade ficou marcada como uma forma de questionamento dos valores atribuídos as mulheres nos anos 1980, além das críticas ao machismo e à religião, que foram marcantes ao carácter contraditório da personagem Madonna criada para si.

Vale lembrar que em 1984, a performance de Like a Virgin onde Madonna dançou sensualmente vestida de noiva e cantou sobre ser tocada pela primeira vez, durante a premiação no “Video Music Awards” da MTV, chamou atenção da mídia e foi considerada como o pontapé inicial para a carreira da cantora.

Anos depois, em 1989, Madonna lançou o videoclipe da música Like a Prayer com referências à religião católica, onde cenas da cantora beijando um santo e de Jesus Cristo sendo interpretado por um ator negro escandalizaram parte da sociedade.

Alem disso, a Rainha do Pop buscou na cena underground de Nova Iorque as expressões da juventude negra e dos LGBTs como referência para um dos maiores sucessos de sua carreira, a música Vogue.

No auge da epidemia da aids e do preconceito contra a sexualidade dos LGBTs, Madonna não se esquivou em  levar esses assuntos ao grande público. Foi quando em 1992, a cantora lançou o álbum Erotica, em um momento em que o mundo falava de sexo com repulsa e conservadorismo.

Atualmente, Madonna não deixa de expressar suas opiniões políticas e apoiar movimentos sociais de minorias. Em 21 de janeiro de 2017, um dia após a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, a artista discursou em uma marcha promovida por mulheres contra os ideais do político eleito.

Os 60 anos da Rainha do Pop mostram uma vida dedicada à arte e ao questionamento. Durante este período Madonna conseguiu manter a relevância social mesmo com toda a pressão do modelo preestabelecido pela sociedade, na qual uma mulher sexagenária deve ser e se comportar.

Vale ressaltar que após o último álbum de estúdio lançado em 2015 o “Rebel Heart”, é aguardado para o final deste ano, o lançamento do próximo álbum de inéditas da cantora, que mais do que nunca, depois de toda sua trajetória, encara um dos seus maiores desafios da vida: envelhecer, como ela mesma disse durante seu discurso quando foi eleita Mulher do Ano em 2016, pela Billboard: “Meu melhor conselho seria: não envelheça. Porque envelhecer é um pecado”.

E assim, a cantora que mais vendeu em todos os tempos parece estar longe de parar suas atividades e seu trabalho continua cada vez mais atual.

Veja a mais recente apresentação da Madonna no MET Gala 2018:

Texto Marcus V. Xavier – Redator Chefe 

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