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Ajuíza Marsha Pechman  proibiu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de proibir que pessoas transgênero sirvam nas forças armadas do país.

A juíza federal americana, comparou o ato de Trump à exclusão histórica de negros das forças armadas e proibição de unidades mistas entre homens e mulheres, ambas situações que hoje são vistas com espanto, mas que historicamente já foram tidas como “normais”.
Com sua liminar, a juíza se tornou uma verdadeira pedra no caminho de Trump, proibindo o presidente de realizar sua medida excludente proposta em abril do ano passado, que impediria que pessoas trans pudessem servir o as forças armadas americanas.
Em sua decisão, ela escreveu: “A liminar deve permanecer em vigor em todo país. Há transexuais sujeitos a opressão sistêmica e forçados a viver em silêncio. São uma classe desprotegida. Portanto, qualquer tentativa de excluí-los deve ser observada com todo cuidado.”
A juíza também afirmou que faltou ao governo justificar a proposta: “Não ficou provado um motivo convincente senão preconceitos ou estereótipos.”.
Tropas trans e ativistas LGBT receberam com felicidade a decisão da juíza. Peter Renn, advogado e militante LGBT, afirmou: “Mais uma vez a administração Trump tentou implementar a discriminação, e mais uma vez a justiça disse não. O governo pensou que a justiça permitiria este esquema discriminatório e prejudicial impedindo que pessoas transgênero corajosas e qualificadas servissem seu país”.

Trump iniciou seus esforços para impedir militares trans nas forças armadas no ano passado quando tuitou pela primeira vez: “O governo dos Estados Unidos não permitirá que transgêneros sirvam suas forças armadas”.

Sua justificativa inicial eram supostos “altos custos médicos” e até “incapacidade”, como ele mesmo afirmou. Nenhuma das duas alternativas foi provada.

Durante o último ano, o presidente fez uma série de ameaças em seu Twitter a milhares de soldados trans trabalhando pelo país, temendo ter sua função extinta. A medida foi contestada e rechaçada pela justiça, além de ter sido condenada por grupos de Direitos Humanos, políticos do próprio partido do presidente Trump e até mesmo figuras militares.

Texto Marcus V. Xavier – Redator chefe

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