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O estudante de Letras Jeferson Campos, 24 anos, usou seu perfil do Instagram neste sábado (11), para denunciar um caso de homofobia pelo qual passou no Shopping Barra, na cidade de Salvador. Com informações do site BNews.

Através de um texto, Jerferson relatou que estava no banheiro masculino, quando percebeu uma conversa preconceituosa entre dois homens, onde um deles chamava os gays de “viados da desgraça”.

Incomodado com a situação, o estudante questionou um dos homens, que era funcionário do shopping, sobre o porque daquela atitude. Ao interromper a “conversa”, o jovem acabou sendo ameaçado por um deles.

“O cidadão me encurralou na pia do banheiro, pôs os dedos no meu rosto em formato de uma arma e gritou dizendo que eu era um “viado”, “pau no c*” e que ia me quebrar na porrada”, disse.

“Procurei a administração do Shopping Barra, conversei com o coordenador da segurança e ele me disse que eu poderia ter evitado isso. Usou como exemplo o fato de sermos negros e de sofrermos racismo. Ele disse que se escutar alguém dizer que não gosta de preto, que escutaria e iria embora, tentando colocar pano quente na situação”, continuou.

Conforme Jerferson, a postura do coordenador de segurança do empreendimento naturaliza o racismo e a homofobia. “Então os homossexuais que foram assassinados poderiam ter evitado? Nos vários casos de feminicídio, as mulheres vítimas poderiam ter evitado? A postura desse senhor só reforça a cultura de sempre culparem a vítima”, apontou.

Em nota enviada ao site BNews, o Shopping Barra afirmou que repudia toda e qualquer forma de preconceito ou discriminação. “Diariamente reforçamos esse posicionamento com nossos colaboradores e terceirizados. Essa situação narrada não reflete o pensamento do Shopping Barra e por isso pedimos desculpas”, alegou.

Vale destacar que desde junho do último ano que no Brasil a LGBTfobia é considerado crime. A nova lei prevê que caso seja avaliado, a pessoa pode ser condenada até três anos de prisão.

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Hoje, sábado, por volta das 10:00 no banheiro masculino do L2 do @shoppingbarra , tinha dois caras conversando sobre a homossexualidade. Um deles trabalhava na higienização do banheiro, funcionário da empresa MAP que presta serviço ao shopping. O outro não conhecia até o momento. Este último gritava aos quatro ventos que estava sobrando mulher porque os homens estavam "tudo dando a bunda". E repetidas vezes chamavam os gays de "viados da desgraça ". Ora, sabemos que homofobia é crime. Por esse motivo ele não podia exprimir tal crime de maneira livre e num local público. Há um limite para a liberdade de expressão. O direito de um começa quando o do outro acaba. Até porque pessoas poderiam se ofender. Como foi o caso. Eu, enquanto gay, me identifiquei como tal e perguntei a ele qual era o problema dos homens "darem a bunda" e o que ele tinha a ver com isso. Disse que ele estava me ofendendo e ofendendo pessoas semelhantes a mim, e que homofobia era crime. O cidadão me encurralou na pia do banheiro, pôs os dedos no meu rosto em formato de uma arma e gritou dizendo que eu era um "viado", "pau no cu" e que ia me quebrar na porrada. Foi terrível! E, como se não bastasse, ele disse que nós, os homossexuais, estávamos cheios de razão e direitos. Procurei a administração do Shopping Barra, conversei com o coordenador da segurança e ele me disse que eu poderia ter evitado isso. Usou como exemplo o fato de sermos negros e de sofrermos racismo. Ele disse que se escutar alguém dizer que não gosta de preto, que escutaria e iria embora, tentando colocar pano quente na situação. Imaginem. Naturalizando o racismo e a homofobia. Então os homossexuais que foram assassinados poderiam ter evitado? Nos vários casos de feminicídio, as mulheres vítimas poderiam ter evitado? A postura desse senhor só reforça a cultura de sempre culparem a vitima. Posteriormente, através do funcionário da higiênização que estava na situação soube que o cara que me agrediu e me ameaçou era segurança do próprio Shopping. Como um shopping que contrata um profissional para oferecer segurança permite esse tipo de postura? Num espaço onde o público é diverso, onde há uma predominância da comunidade LGBTQIA+

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