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Pabllo Vittar é capa da nova edição da revista Quem Acontece, com a seguinte manchete: “o que eu quero é respeito”.

Na matéria, Pabllo fala sobre o fetiche que os homens têm com relação à sua drag queen e das cantadas que recebe de outros famosos.
“No geral, essas pessoas querem ficar com a Pabllo “montada”, e não é assim que funciona”, afirmou.
Segundo Pabllo, quando está em sua vida pessoal, ele é apenas um garoto, de gênero fluído, mas sem peruca, sem make, sem salto alto.
Ainda na matéria, a cantora afirmou receber muitas mensagens de gente famosa, cantores e também anônimos que afirmam ter curiosidade, e a procuram como menina, o que para Pabllo, é considerado como algo normal e acaba até achando engraçado as reações das pessoas.
“Vamos sair: vamos. Ué, mas cadê? Por que você não está montada? Meu amor, aquilo é o meu trabalho! Eu não sou uma gatinha que você chama e vem montada!” Declarou.
A cantora ainda afirmou que ama dizer que é drag queen, porque muita gente ainda pensa que a Pabllo Vittar é uma menina cis loira que tem que usar vestidinho.
Vale lembrar que Pabllo Vittar já recebeu até propostas para sair com rapazes em troca de dinheiro, o que não foi aceito, uma vez que a cantora considera uma falta de respeito com a personagem, levá-la para o âmbito sexual. Ou seja, podem até insistir, mas Pabllo não se relaciona com ninguém montada.
“Eu me sinto muito indignada, frustrada realmente. Porque drag é o meu trabalho. O Pabllo é quem eu sou. Você quer ver a Pabllo montada? Assiste ao meu programa no Multishow, vai nas minhas fotos do Instagram, curte, comenta, dá um like. Mas, amore, na vida real, não! Eu respeito muito a minha drag e foi com ela que eu consegui alcançar minhas coisas. Foi com ela que eu lancei minhas músicas. Eu não vou para a cama montada com o cara. O imaginário masculino é muito assim, a gente sabe, mas eu tenho muito respeito pelo meu trabalho!” Disse.
Por outro lado, há aquelas pessoas que se aproximam não por interesse ou fetiche, mas sim pelo fato de odiarem a sua existência. O fato de estar tendo maior visibilidade, ganhando prêmios e conquistando o seu espaço, incomoda muita gente e gera muito ódio em algumas pessoas, segundo Pabllo, se não fosse o apoio dos meus fãs já teria desmoronado há muito tempo.
“Ainda sofro com os comentários maldosos. As pessoas acham que só por ser artista é inalcançável, está blindada, não vai sofrer. É muito difícil fazer esse tipo de arte em um momento tão louco que estamos vivendo no mundo.” Declarou.
E completou, “Eu sou uma drag queen que lançou músicas que foram para os streams, bateram recordes. Isso nunca aconteceu no Brasil antes. Sou uma drag que faz shows no país que mais mata LGBTQ. No começo, eu não sabia se iria encontrar fãs ou pessoas com ódio. Eu subia no palco com medo de levar uma pedrada ou uma sapatada.”.
De acordo com a cantora, no início da carreira, as pessoas desacreditavam dela, e assim como hoje, ouvia muitas coisas ruins ao seu respeito. Mas apesar de todo preconceito vivido, ela acredita que seja uma forma de encorajá-la cada vez mais a fazer o seu trabalho e não desistir.
Texto Marcus V. Xavier – Redator chefe
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