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Os gays novinhos não vão se lembrar, mas “Queer as Folk” foi uma popular série norte-americana que serviu como um divisor de águas em relação à visibilidade da comunidade LGBTQ no cenário cultural.

Quebrando todos os paradigmas na história da tv no início dos anos 2000, o seriado foi um marco para o público Gay da época que não possuía um programa que trouxesse esse nível de representatividade tendo cinco protagonistas gays e duas lésbicas.

Abordando temas como sexualidade, questões de saúde, relacionamentos, amizade e crítica política, o seriado que se passava na cidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, teve 83 episódios durante 5 anos deixando muitos fãs órfãos após seu final.

Agora 13 anos após o seu encerramento a revista Entertainment Weekly reuniu pela primeira vez, o elenco principal da série para um belo ensaio fotográfico repleto de nostalgia  para a nova edição especial da revista, que celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBTQ, cuja data oficial é 28 de junho.

O encontro contou com a presença dos atores Hal Sparks (48 anos), Gale Harold (48), Randy Harrison(40), Peter Paige (48), Scott Lowell (53), Thea Gill (48), Robert Gant (49), Michelle Clunie (48) e Sharon Gless (75) que se reuniram para matar as saudades e a nostalgia de muitos fãs.

Em entrevista à imprensa os atores e as atrizes relembraram a união do elenco na época do seriado, as dificuldades com as cenas de sexo, a importância dos assuntos q eram abordados e a dificuldade em produzir uma série LGBT naquela época.

Harold revelou que em sua primeira gravação, teve de filmar a cena de sexo entre seu personagem (Brian Kiney) e o personagem Justin interpretado por Randy Harrison: “Foi um jeito curioso de mergulhar nesse personagem. Tudo depois daquele dia foi muito mais fácil”, disse o ator.

Já Harrison, que interpretava o adolescente Justin lembra que na época só queria fazer parte de uma representatividade gay na televisão. “Eu estava ansioso para que a mídia refletisse a minha experiência”, afirmou.

Por outro lado Lowell que interpretava o carente Ted Schmitd, brincou dizendo de como a série o ajudou a se tornar um homossexual melhor: “Eu sempre disse que fazer Queer as Folk me fez um homossexual melhor, é uma brincadeira, mas tem um fundo de verdade! A série fez com que eu me abrisse mais, fosse mais vulnerável”, disse.

Peter Paige que deu vida ao afeminado Emmett, concluiu lembrando a importância do legado da série: “Deus sabe que as roupas e os penteados mudaram, mas as histórias emocionais continuam as mesmas. Eu sempre digo que as pessoas começavam a série pelo queer [os personagens gays], mas ficavam pelo folk [as histórias]”.

Texto Marcus V. Xavier – Redator chefe

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