O coordenador-chefe da seleção brasileira de ginástica Marcos Gotto (Foto: Reprodução/ Globoesporte.com

O Coordenador-chefe da seleção brasileira de ginástica, Marcos Goto afirmou em
pronunciamento à imprensa, nesta terça-feira (1°) sobre as denúncias de abuso sexual feitas por atletas contra o ex-técnico Fernando de Carvalho Lopes, em reportagem ao Fantástico, no domingo (29).

Na nota, Goto rebateu as acusações de alguns ginastas que declararam que ele tinha total
conhecimento dos episódios de assédio, mas não tomou providências e em alguns casos chegou a fazer piada da situação. “Os fatos eram tratados como boatos e podem ter gerado algum tipo de gracejo na época por muitos envolvidos na ginástica, inclusive entre os próprios atletas oriundos de São Bernardo do Campo, acolhidos por mim em São Caetano do Sul.”, se defendeu.

“Tanto parecia boataria que alguns atletas, alguns inclusive ouvidos na matéria, retornaram a treinar em São Bernardo com o mesmo treinador aqui dito”, continuou.“Tanto parecia boataria que alguns atletas, alguns inclusive ouvidos na matéria, retornaram a treinar em São Bernardo com o mesmo treinador aqui dito”, criticou.

“Para finalizar, sou totalmente contrário a qualquer vítima de assédio, discriminação e intolerância, inclusive, assim que fui nomeado coordenador da seleção brasileira em 2017, iniciamos juntamente com o Comitê Olímpico e a CBG o primeiro código de ética na ginástica tendo como principal finalidade proteger e orientar os atletas”, completou ele avisando que não irá mais se pronunciar sobre o ocorrido.

Em uma investigação que durou quase quatro meses, mais de 80 pessoas foram ouvidas sendo 42 ginastas e ex-ginastas que alegaram em depoimentos anônimos ou em frente às câmeras sofrer algum tipo de assédio físico, moral ou sexual por parte do treinador Fernando de Carvalho Lopes, que foi afastado do Clube Mesc, nesta segunda-feira (30), após as denúncias.

Fernando ficou por dois anos à frente da seleção brasileira masculina. Ele treinava Diego Hypólito e Caio Souza até ser afastado da equipe olímpica um mês antes dos Jogos Rio 2016, quando recebeu a primeira acusação de assédio sexual por um menor de idade.

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